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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Novo corte: Selic cai para 13,75% e chega ao menor nível do atual ciclo de redução

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Copom diminui taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual; decisão marca o quinto corte consecutivo e ocorre na última reunião antes do período eleitoral

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir novamente a taxa básica de juros da economia brasileira. A Selic caiu de 14% para 13,75% ao ano, em mais um movimento de flexibilização da política monetária.

A redução foi de 0,25 ponto percentual e representa o quinto corte consecutivo promovido pelo Banco Central em 2026. O ciclo começou em março, quando a instituição reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Desde então, os cortes vêm ocorrendo de forma gradual, levando a taxa ao atual patamar de 13,75%.

A decisão desta quarta-feira também ganha relevância pelo calendário: trata-se da última reunião do Copom antes das eleições de 2026. A próxima decisão sobre os juros ocorrerá após o período eleitoral.

Inflação e atividade econômica entram no radar

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para tentar conduzir a inflação em direção à meta. Juros mais elevados tendem a conter o consumo e o crédito, reduzindo pressões sobre os preços, mas também podem contribuir para desacelerar a atividade econômica.

Nos últimos meses, indicadores de atividade e inflação passaram a sustentar expectativas de continuidade do processo de redução dos juros. Antes da reunião, o Boletim Focus já apontava que analistas do mercado financeiro esperavam um corte de 0,25 ponto, levando a Selic exatamente aos 13,75%.

A expectativa mediana do mercado também indicava que a taxa básica poderia encerrar 2026 em 13,75% ao ano, embora essas projeções possam mudar de acordo com novos dados econômicos. 

Queda acumulada chega a 1,25 ponto

A atual sequência de reduções começou em março, quando o Banco Central promoveu o primeiro corte da Selic em quase dois anos, diminuindo a taxa de 15% para 14,75% ao ano. 

Depois vieram novas reduções graduais. Na reunião de agosto, por exemplo, a Selic havia sido fixada em 14% ao ano, completando naquele momento quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. 

Com a nova decisão, a redução acumulada desde o início do ciclo chega a 1,25 ponto percentual.

O que muda para consumidores e empresas?

A redução da Selic não significa necessariamente uma queda imediata e na mesma proporção das taxas cobradas pelos bancos. Entretanto, a manutenção de um ciclo de juros básicos menores pode contribuir, ao longo do tempo, para reduzir o custo de determinadas modalidades de crédito.

Financiamentos, empréstimos e operações realizadas por empresas podem ser influenciados pelo movimento, embora as taxas finais também dependam de fatores como risco de inadimplência, custos das instituições financeiras, prazo das operações e margem bancária.

Para os investimentos, a redução da Selic tende a diminuir gradualmente a rentabilidade de aplicações de renda fixa diretamente relacionadas à taxa básica ou ao CDI. Por outro lado, investimentos continuam sujeitos a diferentes níveis de risco, tributação e prazo.

Juros ainda permanecem elevados

Apesar dos cinco cortes consecutivos, a taxa básica brasileira continua em 13,75% ao ano, patamar elevado em termos históricos recentes. O Banco Central acompanha principalmente o comportamento da inflação, das expectativas para os próximos anos, da atividade econômica, das contas públicas e do cenário internacional para definir os próximos passos da política monetária.

A redução desta quarta-feira confirma a continuidade do ciclo iniciado em março, mas as decisões seguintes dependerão da evolução desses indicadores. Assim, o movimento da Selic após as eleições continuará condicionado aos dados disponíveis em cada reunião do Copom.

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