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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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iPhone de quase R$ 31 mil: novo dobrável da Apple custa mais que carro usado e chama atenção no Brasil

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Primeiro iPhone dobrável da história, Duo estreia com tela de 7,6 polegadas, chip A20 Pro e versão de 2 TB por R$ 30.999; valor permite comprar motos, bancar viagens e até servir de entrada para um imóvel

A Apple entrou oficialmente em uma nova era nesta quarta-feira (9) ao apresentar o iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da história da companhia. A novidade chama atenção pelo design e pelas tecnologias embarcadas, mas, no Brasil, outro detalhe rapidamente ganhou protagonismo: o preço.

O aparelho será vendido no país a partir de R$ 21.999, na configuração de 256 GB. Já a versão mais completa, equipada com impressionantes 2 TB de armazenamento, chega a R$ 30.999. 

É justamente esse valor que coloca o novo celular em uma categoria bastante peculiar. Por praticamente R$ 31 mil, o consumidor brasileiro não está apenas diante de um telefone premium: está diante de uma quantia capaz de financiar viagens, comprar motocicletas e até representar uma parcela considerável do valor de um automóvel ou imóvel.

O que dá para comprar com R$ 31 mil?

Uma comparação feita pela Folha de S.Paulo mostra a dimensão do preço. Considerando os R$ 30.999 cobrados pelo iPhone Duo de 2 TB, seria possível, por exemplo, comprar duas Honda Pop 110i ES e ainda ficar com quase R$ 10 mil.

O dinheiro também corresponde a aproximadamente 71% do valor de um Ford Ka 2019 ou cerca de 67% de um Chevrolet Onix 2018, considerando referências da tabela Fipe utilizadas no levantamento. 

Para quem prefere viajar, a quantia também impressiona: segundo o levantamento, poderia pagar aproximadamente sete passagens de ida e volta entre São Paulo e Roma ou cerca de dez pacotes de viagem para Buenos Aires, incluindo voo e hospedagem. 

E há uma comparação ainda mais curiosa. Os R$ 31 mil equivalem a uma entrada de 20% para um imóvel de R$ 155 mil.

Mas o que há de especial no novo iPhone?

O preço elevado acompanha aquela que a Apple apresenta como uma das maiores transformações já realizadas no iPhone.

Quando fechado, o Duo possui uma tela externa de 5,4 polegadas. Ao ser aberto, surge uma tela interna Super Retina XDR de 7,6 polegadas, transformando o smartphone em uma espécie de pequeno tablet. A Apple afirma que essa é a maior tela já utilizada em um iPhone.

O aparelho permite utilizar dois aplicativos simultaneamente, assistir a vídeos enquanto outro aplicativo permanece aberto e aproveitar diferentes posições da tela dobrável.

A estrutura e a cobertura da dobradiça são feitas de titânio grau 5, enquanto o equipamento traz o novo processador A20 Pro, sistema de resfriamento por câmara de vapor e arquitetura de bateria dupla. 

Outro detalhe curioso é o retorno do Touch ID, agora integrado ao botão lateral. O aparelho também oferece suporte à Apple Pencil e possui recursos específicos do iOS 27 desenvolvidos para aproveitar a tela dobrável. 

Apple entra em mercado já disputado

Apesar de representar uma grande mudança para o iPhone, a Apple chega relativamente tarde ao segmento de smartphones dobráveis.

Fabricantes como Samsung, Huawei e outras concorrentes já exploram esse mercado há alguns anos. A estratégia da Apple, porém, tradicionalmente não consiste necessariamente em ser a primeira a adotar uma tecnologia, mas em tentar integrá-la ao seu próprio ecossistema.

O lançamento é considerado a maior mudança visual da linha em vários anos e coloca a empresa diretamente na disputa pelo segmento premium dos dobráveis. Nos Estados Unidos, o Duo parte de US$ 1.999.

Quando chega ao Brasil?

Quem estiver disposto a desembolsar o valor terá que esperar um pouco.

A pré-venda brasileira começa em 16 de outubro, às 9h, no horário de Brasília. O aparelho estará oficialmente disponível a partir de 23 de outubro.

O iPhone Duo será comercializado em quatro capacidades de armazenamento — 256 GB, 512 GB, 1 TB e 2 TB — e em duas opções de acabamento.

O lançamento deixa uma pergunta inevitável para o consumidor: vale a pena pagar quase R$ 31 mil em um smartphone?

Para os apaixonados por tecnologia e pelo ecossistema da Apple, o primeiro iPhone dobrável pode representar uma novidade histórica. Para boa parte dos brasileiros, porém, as comparações mostram que o preço do aparelho já ultrapassou definitivamente a fronteira de um simples telefone — e entrou no território de decisões financeiras muito maiores.

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