Governo anuncia fim da “taxa das blusinhas” e consumidores comemoram redução em compras internacionais

Medida assinada pelo presidente Lula encerra cobrança federal sobre compras de até US$ 50 em plataformas estrangeiras e reacende debate sobre impacto no varejo nacional
O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto federal que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, como Shein, Shopee e AliExpress. A decisão foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de uma Medida Provisória (MP) e passa a valer a partir desta quarta-feira (13).
A medida representa uma mudança significativa na política de tributação sobre importações de pequeno valor e deve impactar diretamente milhões de consumidores brasileiros que utilizam frequentemente os marketplaces internacionais para adquirir roupas, acessórios, eletrônicos e outros produtos de baixo custo.
Criada em 2024, a taxação federal de 20% sobre as chamadas “comprinhas internacionais” gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e no setor de consumo popular. Na prática, o imposto aumentava consideravelmente o valor final das encomendas, especialmente quando somado ao ICMS estadual, causando reclamações constantes de consumidores e influenciadores digitais.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão de extinguir a cobrança ocorreu após avaliações internas sobre os efeitos econômicos e políticos da medida. O governo argumenta que o programa Remessa Conforme continuará funcionando para garantir maior controle e fiscalização das importações, combatendo fraudes fiscais e irregularidades no comércio eletrônico internacional.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, o tema vinha sendo tratado como um dos assuntos de maior desgaste popular para o governo federal. Aliados políticos defendiam a revogação da taxa diante da alta rejeição entre consumidores, principalmente jovens e famílias de baixa renda que utilizam plataformas internacionais como alternativa de consumo mais acessível.
Por outro lado, representantes da indústria têxtil e do varejo brasileiro demonstraram preocupação com a decisão. Entidades empresariais alegam que o fim da cobrança pode aumentar a concorrência com produtos estrangeiros e gerar impactos sobre empregos e empresas nacionais, reacendendo o debate sobre competitividade e equilíbrio tributário no setor comercial brasileiro.
A expectativa agora é de que os preços de diversos produtos importados sofram redução já nos próximos dias, impulsionando novamente as compras internacionais no país. Especialistas avaliam que o anúncio também deve provocar uma nova movimentação no mercado digital, fortalecendo plataformas estrangeiras que já possuem ampla presença entre consumidores brasileiros.
Leia também
Em apenas 60 dias de articulação, vereadora Ana Fraga mobiliza 805 votos para Antonio Brito em Valença
Resultado nas eleições de 2026 chama atenção pelo curto período de mobilização e pelo trabalho desenvolvido pela parlamentar junto…
Contrato de R$ 2 milhões, pagamentos de R$ 12 milhões: a conta que virou caso de Justiça em Taperoá
Manutenção de prédios públicos começou com contrato de aproximadamente R$ 2,19 milhões, mas pagamentos apontados em ação popular u…
Flávio Bolsonaro projeta até seis indicações ao STF e defende saída de Moraes e Dino
Candidato à Presidência afirmou durante agenda na Bahia que ministros não teriam condições de permanecer na Corte; cenário de seis…


