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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Empregados da Caixa rejeitam proposta final e greve nacional continua por tempo indeterminado

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Trabalhadores votaram contra as condições apresentadas pelo banco para renovação do Acordo Coletivo; Saúde Caixa está entre os principais pontos de impasse

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram rejeitar a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com o resultado das assembleias realizadas pelas entidades sindicais, a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10), continua por tempo indeterminado.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma das maiores do país, a assembleia foi encerrada às 23h desta sexta-feira (11). Segundo a entidade, 68% dos participantes votaram pela rejeição da proposta.

A paralisação ocorre em âmbito nacional e atinge agências e unidades administrativas da Caixa em diferentes regiões do Brasil. A adesão, entretanto, pode variar de acordo com cada localidade.

Saúde Caixa está no centro das negociações

Um dos principais pontos de divergência entre os trabalhadores e o banco envolve o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados.

Durante as negociações, foram discutidas mudanças no modelo de custeio, nas contribuições dos empregados, nas regras envolvendo dependentes e na coparticipação.

Na proposta final, a Caixa apresentou alterações em relação às condições anteriormente colocadas na mesa, incluindo o aumento de 6,5% para 8% do limite de participação do banco no custeio do Saúde Caixa.

Mesmo com os avanços apresentados, as condições não foram consideradas suficientes pelos trabalhadores que participaram das assembleias.

Caixa apresentou prêmio de R$ 3 mil

Na tentativa de chegar a um acordo, a Caixa também incluiu na proposta final um prêmio de R$ 3 mil por empregado.

O banco havia indicado ainda a possibilidade de pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio previsto na negociação, dentro das condições apresentadas.

Também foram colocados na mesa recursos destinados a ações de prevenção e promoção da saúde.

Apesar das mudanças, a proposta acabou rejeitada.

Greve já havia sido aprovada após rejeição anterior

A mobilização não começou nesta sexta-feira. Antes da deflagração da greve, trabalhadores de diversas bases sindicais já haviam rejeitado uma proposta anterior apresentada pela Caixa.

Segundo representantes da categoria, mais de 90% das bases consultadas haviam se posicionado contra as condições oferecidas anteriormente pelo banco, levando à paralisação nacional iniciada no dia 10 de setembro.

Em São Paulo, o sindicato informou que 245 das 283 agências existentes em sua base permaneceram fechadas no primeiro dia de greve, além de unidades administrativas.

Impasse pode chegar à Justiça

Outro ponto que aumenta a tensão entre as partes é a possibilidade de o conflito ser levado à Justiça do Trabalho.

A Caixa havia estabelecido prazo para apreciação da proposta final e sinalizado a possibilidade de recorrer ao dissídio coletivo caso não houvesse acordo com as entidades representativas.

Nesse cenário, caberia à Justiça do Trabalho analisar o conflito coletivo e estabelecer condições para a categoria, caso as negociações diretas não avancem.

As entidades sindicais, por sua vez, defendem a continuidade das negociações e melhores condições para os empregados.

E os clientes da Caixa?

Com a manutenção da greve, clientes devem ficar atentos ao funcionamento das agências, já que a adesão dos empregados pode variar entre cidades e unidades.

Serviços presenciais podem ser prejudicados nos locais que aderirem ao movimento. Por isso, operações disponíveis pelos canais digitais, caixas eletrônicos e demais meios de atendimento podem ser alternativas enquanto durar a paralisação.

Até este sábado (12), não há data definida para o encerramento da greve.

A duração do movimento dependerá do avanço das negociações entre a Caixa e as representações dos empregados ou de eventual encaminhamento do conflito para a Justiça do Trabalho.

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