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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Brasil pode enfrentar pelo menos seis ondas de calor até o fim de 2026, aponta Cemaden

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Fenômeno El Niño pode intensificar períodos de temperaturas extremas; seca, baixa umidade e risco de incêndios preocupam especialistas

O Brasil poderá enfrentar pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro de 2026, segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento considera padrões observados durante episódios anteriores do fenômeno El Niño e aponta para um cenário de temperaturas elevadas nos próximos meses.

A quantidade de eventos, no entanto, pode ser ainda maior caso o El Niño se intensifique. Durante o último episódio do fenômeno, o país registrou nove ondas de calor, segundo análises apresentadas pelo órgão.

O alerta ocorre em um período considerado crítico para diversas regiões brasileiras, especialmente por causa da combinação entre temperaturas acima da média, períodos de estiagem, baixa umidade do ar e vegetação seca.

🔥 Risco maior de incêndios

Além dos impactos sobre a saúde da população, a previsão preocupa devido ao aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.

Com a vegetação mais seca, períodos prolongados de calor podem facilitar o início e a propagação do fogo. O cenário é especialmente preocupante em áreas da Amazônia, Pantanal e outras regiões que enfrentam períodos de déficit de chuva.

O Cemaden também monitora áreas com condições favoráveis à ocorrência de incêndios. O risco pode aumentar caso períodos secos sejam acompanhados por temperaturas muito elevadas e ventos.

🌡️ El Niño pode intensificar o calor

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Suas consequências podem alterar o regime de chuvas e temperaturas em diferentes partes do planeta.

No Brasil, os efeitos variam de acordo com a região. Historicamente, o fenômeno está associado a mais calor e períodos de seca em determinadas áreas do Norte e Nordeste, enquanto pode favorecer aumento das chuvas no Sul.

No Centro-Oeste e Sudeste, a combinação de calor e períodos mais secos também pode elevar o risco de incêndios e provocar impactos na agricultura e nos recursos hídricos.

⚠️ Possibilidade de um “Super El Niño”

Outro fator que vem sendo acompanhado pelos especialistas é a possibilidade de o fenômeno alcançar intensidade excepcional, cenário que vem sendo chamado de “Super El Niño”.

Apesar da preocupação, é importante destacar que esse cenário não deve ser tratado como uma certeza. Previsões climáticas de longo prazo possuem maior grau de incerteza e são atualizadas conforme novos dados atmosféricos e oceânicos são incorporados aos modelos.

Caso o fenômeno se fortaleça, entretanto, os efeitos sobre temperaturas, chuvas, secas e incêndios poderão ser ampliados.

🌳 Seca pode agravar impactos

A ocorrência de ondas de calor prolongadas em áreas que já enfrentam déficit de chuva pode aumentar a pressão sobre rios, reservatórios, plantações e ecossistemas.

Para a população, períodos sucessivos de temperaturas elevadas também podem representar maior risco de desidratação, insolação e agravamento de problemas relacionados ao calor, principalmente entre idosos, crianças e pessoas que trabalham expostas ao sol.

📍 Monitoramento continua

O Cemaden e outros órgãos de meteorologia e monitoramento climático continuam acompanhando a evolução do El Niño e seus possíveis impactos no território brasileiro.

A recomendação é que estados e municípios permaneçam atentos aos alertas meteorológicos, principalmente durante períodos de calor extremo, baixa umidade e risco elevado de incêndios.

O cenário previsto para os últimos meses de 2026 reforça a importância do monitoramento climático, da prevenção de queimadas e da adoção de medidas de proteção durante episódios de temperaturas extremas.

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