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Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Bancários de instituições públicas anunciam greve na Bahia a partir desta quinta-feira (10)

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Paralisação por tempo indeterminado envolve trabalhadores de bancos públicos; negociações continuam e podem alterar os rumos do movimento antes do início da greve

Os bancários de instituições públicas na Bahia se preparam para iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta quinta-feira, 10 de setembro. A mobilização ocorre em meio à campanha salarial da categoria e à rejeição das propostas apresentadas aos trabalhadores de bancos públicos.

Segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Bancários da Bahia, a decisão alcança funcionários do Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste (BNB) em sua base. As propostas apresentadas pelas instituições foram rejeitadas nas assembleias realizadas pela categoria.

Na votação, 97,52% dos empregados da Caixa que participaram na base do sindicato rejeitaram a proposta. No Banco do Brasil, o índice de rejeição chegou a 83,82%, enquanto no Banco do Nordeste foi de 72,97%.

Caixa tem e Saúde Caixa está entre os principais impasses

Entre os funcionários da Caixa, um dos pontos que concentram as divergências é o Saúde Caixa.

De acordo com o sindicato, há resistência à proposta envolvendo cobrança por faixa etária no plano de saúde, medida que, na avaliação da representação dos trabalhadores, afetaria o chamado pacto intergeracional.

Apesar da greve estar mantida, a Caixa convocou a Comissão Executiva dos Empregados para uma nova rodada de negociação nesta quarta-feira (9), em São Paulo. O encontro abre a possibilidade de apresentação de uma nova proposta antes do início da paralisação.

Até o momento, entretanto, não houve anúncio de suspensão do movimento.

Banco do Brasil mantém cenário de paralisação

No Banco do Brasil, uma nova negociação foi realizada na terça-feira (8). Segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, a instituição manteve a proposta anteriormente apresentada, sem acordo que permitisse encerrar o impasse na base baiana.

Diante disso, a mobilização para a greve de quinta-feira permanece.

O cenário da campanha salarial, entretanto, continua sujeito a mudanças, já que negociações e deliberações da categoria podem ocorrer até o início da paralisação.

Situação do BNB passa por nova avaliação

No Banco do Nordeste, a situação também exige atenção às atualizações. Embora a proposta tenha sido rejeitada por 72,97% dos trabalhadores que participaram da votação na base do Sindicato dos Bancários da Bahia, houve aprovação da proposta em âmbito nacional.

Com a mudança no cenário nacional, os trabalhadores baianos foram convocados para uma nova avaliação sobre a continuidade ou suspensão da greve no banco.

Por isso, a situação específica do BNB poderá sofrer alteração antes do início da paralisação.

Bancos privados ficam fora da greve

A paralisação anunciada não inclui os trabalhadores dos bancos privados na base do Sindicato dos Bancários da Bahia.

A categoria aprovou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A assinatura do acordo está prevista para esta quarta-feira (9), em São Paulo.

Com isso, a expectativa é de funcionamento normal das instituições privadas.

Clientes devem ficar atentos

Caso a greve seja efetivamente iniciada, o principal impacto para a população deverá ocorrer no atendimento presencial das agências atingidas pela paralisação, dependendo da adesão dos trabalhadores em cada localidade.

Clientes que precisarem de serviços bancários devem acompanhar os comunicados das instituições e das entidades sindicais. Canais digitais, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros meios de autoatendimento podem servir como alternativas para diversas operações.

A greve está prevista para começar à 0h desta quinta-feira (10) e, até o momento, foi anunciada por tempo indeterminado.

Como as negociações permanecem abertas, o cenário ainda poderá mudar nas próximas horas, especialmente diante das novas rodadas de negociação e das deliberações dos trabalhadores.

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