A volta dos que não foram: figurões envolvidos em escândalos ensaiam “comeback” político para 2026

Depois de tropeços, quedas, processos e manchetes nada elogiosas, velhos nomes da política reaparecem com discurso renovado — e passado intacto
Se a política brasileira fosse uma série, 2026 promete uma nova temporada recheada de personagens já conhecidos do público. Alguns dos principais “figurões” que protagonizaram escândalos, crises institucionais e capítulos constrangedores da história recente agora ensaiam um retorno triunfal às urnas, como se nada tivesse acontecido.
Com discursos repaginados, ternos novos e a velha retórica de “recomeço”, esses veteranos da política apostam que o eleitor esteja disposto a dar mais uma chance — ou, pelo menos, esquecer os episódios que os colocaram fora de cena por anos.
🎬 O elenco do retorno
A lista de nomes parece um verdadeiro álbum de figurinhas repetidas:
🔹 Eduardo Cunha – O ex-presidente da Câmara, que já comandou sessões históricas e polêmicas, agora mira uma vaga de deputado federal por Minas Gerais. Com condenações anuladas, tenta vender a imagem de “renascido politicamente”, apesar do currículo controverso.
🔹 José Dirceu – Figura central em crises políticas do passado, o ex-ministro da Casa Civil reaparece no radar eleitoral tentando transformar decisões judiciais favoráveis em passaporte para Brasília outra vez.
🔹 Ciro Gomes – Após várias tentativas frustradas de chegar ao Planalto, o eterno presidenciável resolveu mirar o governo do Ceará. Mudou de partido e promete “novo projeto”, ainda que o roteiro seja bem conhecido.
🔹 João Paulo Cunha – Outro ex-presidente da Câmara que voltou a circular nos bastidores políticos, mostrando que a fila do retorno não para de crescer.
🔹 José Roberto Arruda – Ex-governador do Distrito Federal, ainda lidando com entraves jurídicos, mas mantendo vivo o sonho de reaparecer nas urnas.
🔹 Delúbio Soares – Ex-tesoureiro petista, também surge no pacote de possíveis candidatos, provando que na política brasileira até personagens afastados por anos sempre encontram caminho de volta.
🔁 Rebranding político: velho nome, nova embalagem
O fenômeno chama atenção não só pelo número de retornos, mas pela estratégia parecida: discurso de superação, narrativa de injustiça, promessa de renovação — tudo isso vindo justamente de nomes que simbolizam a “velha política”.
Enquanto partidos articulam alianças e o calendário eleitoral avança, cresce a expectativa sobre como o eleitor vai reagir a esse verdadeiro “revival político”. A confirmação oficial das candidaturas só ocorrerá após o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em agosto de 2026.
Até lá, o palco está montado. Falta saber se o público vai aplaudir… ou vai pedir para trocar o elenco.
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