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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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11 de Setembro: 25 anos dos atentados que mudaram os Estados Unidos e o mundo

Conecta News Por Conecta News
5 min de leitura

Ataques coordenados pela Al-Qaeda deixaram quase 3 mil mortos em 2001, destruíram as Torres Gêmeas em Nova York, atingiram o Pentágono e provocaram profundas mudanças na política e na segurança mundial

Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, completam-se 25 anos de um dos acontecimentos mais marcantes e trágicos da história contemporânea. Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvo de uma série de ataques terroristas coordenados pela organização Al-Qaeda, que deixaram quase 3 mil mortos e tiveram consequências que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas.

Naquela manhã, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais que realizavam voos domésticos nos Estados Unidos. Duas das aeronaves foram lançadas contra as torres do complexo World Trade Center, em Nova York.

O voo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte às 8h46, no horário local. Apenas 17 minutos depois, às 9h03, o voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul. As imagens do segundo impacto, transmitidas ao vivo por emissoras de televisão, fizeram com que milhões de pessoas ao redor do planeta acompanhassem em tempo real a dimensão do que estava acontecendo.

As Torres Gêmeas desabam

O fogo e os graves danos estruturais provocados pelos impactos levaram ao colapso dos dois arranha-céus.

Às 9h59, a Torre Sul desabou. A Torre Norte caiu às 10h28. Em poucas horas, um dos símbolos mais conhecidos da cidade de Nova York havia sido destruído, enquanto Manhattan era tomada por uma enorme nuvem de poeira e destroços.

Bombeiros, policiais, profissionais de emergência e cidadãos participaram das operações de resgate. Centenas de socorristas morreram enquanto tentavam retirar pessoas dos edifícios e da região atingida.

Pentágono também foi atacado

Enquanto o mundo acompanhava os acontecimentos em Nova York, outro avião sequestrado seguia em direção à região de Washington.

Às 9h37, o voo American Airlines 77 foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na Virgínia.

Uma quarta aeronave, o voo United Airlines 93, também havia sido sequestrada. Passageiros e tripulantes reagiram aos sequestradores depois de descobrirem, por meio de telefonemas, o que havia ocorrido com os outros aviões.

A aeronave caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03. As autoridades concluíram posteriormente que os sequestradores pretendiam atingir um alvo na região de Washington. Todas as pessoas a bordo morreram.

Quase 3 mil vítimas

Os ataques de 11 de setembro provocaram a morte de 2.977 vítimas, sem contar os 19 sequestradores. Pessoas de dezenas de nacionalidades estavam entre os mortos.

A maior parte das vítimas morreu em Nova York, no World Trade Center e em seus arredores. Também houve mortes no Pentágono e nos quatro aviões sequestrados.

Além das perdas imediatas, as consequências humanas continuaram durante os anos seguintes. Sobreviventes, moradores, trabalhadores e integrantes das equipes de emergência foram expostos à poeira e a substâncias tóxicas liberadas durante o colapso dos prédios, e milhares desenvolveram posteriormente diferentes problemas de saúde.

Osama bin Laden e a Al-Qaeda

As investigações atribuíram os ataques à organização terrorista Al-Qaeda, então liderada por Osama bin Laden.

Os atentados provocaram uma profunda mudança na política externa norte-americana. O governo do então presidente George W. Bush declarou uma ampla “Guerra ao Terror”.

Em outubro de 2001, os Estados Unidos e seus aliados iniciaram operações militares no Afeganistão, onde o regime Talibã abrigava lideranças da Al-Qaeda.

Osama bin Laden permaneceu foragido durante quase uma década. Em maio de 2011, ele foi localizado e morto por forças especiais norte-americanas em Abbottabad, no Paquistão.

Um acontecimento que mudou o mundo

O impacto do 11 de Setembro foi muito além dos locais diretamente atingidos.

A segurança nos aeroportos foi reforçada, regras para viagens internacionais foram modificadas e governos ampliaram seus sistemas de inteligência e combate ao terrorismo. Os atentados também influenciaram guerras, relações diplomáticas e debates sobre segurança, vigilância e liberdades individuais.

As consequências geopolíticas das decisões tomadas após os ataques continuariam sendo sentidas durante décadas.

O próprio Afeganistão se transformaria no cenário da guerra mais longa da história dos Estados Unidos. As últimas tropas norte-americanas deixaram o país em agosto de 2021, vinte anos depois do início do conflito.

25 anos depois, a memória permanece

Um quarto de século depois, os atentados continuam presentes na memória coletiva mundial.

No local onde ficavam as Torres Gêmeas foi construído o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro. Duas grandes piscinas ocupam as áreas correspondentes às antigas torres, e os nomes das vítimas estão inscritos no memorial.

Todos os anos, cerimônias homenageiam aqueles que perderam a vida. Familiares leem os nomes das vítimas, enquanto momentos de silêncio recordam os horários em que os aviões atingiram os edifícios e em que as torres desabaram.

Para uma geração inteira, as imagens daquela manhã permaneceram inesquecíveis: aviões atingindo edifícios, as Torres Gêmeas em chamas, ruas cobertas por poeira e milhares de pessoas tentando compreender um acontecimento que se desenrolava diante das câmeras.

O 11 de setembro de 2001 não representou apenas uma tragédia para os Estados Unidos. Tornou-se um divisor de águas na história contemporânea e alterou profundamente a forma como o mundo passou a discutir terrorismo, segurança, guerras e relações internacionais.

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