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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Bahia tem novo aumento no diesel e na gasolina; Sindicombustíveis alerta para impacto nos preços

Conecta News Por Conecta News
4 min de leitura

Reajuste promovido pela Acelen chega a R$ 0,87 por litro no diesel; entidade cobra atenção para diferença de custos entre a Bahia e estados vizinhos

Os preços dos combustíveis voltaram a subir na Bahia. A Acelen, empresa responsável pela operação da Refinaria de Mataripe, promoveu nesta quinta-feira (17) novos reajustes no diesel e na gasolina comercializados no estado. A medida acendeu um alerta no setor de revenda diante da possibilidade de reflexos nos valores pagos pelos consumidores nas bombas.

Segundo informações divulgadas pelo Sindicombustíveis Bahia, o diesel S-10 teve aumento de R$ 0,7046 por litro, enquanto o diesel S-500 registrou elevação de R$ 0,8746 por litro. Já na gasolina A, que posteriormente recebe a mistura obrigatória de etanol antes de chegar aos postos, a alta informada foi de R$ 0,1025 por litro. 

Dados divulgados pelo Correio apontam que os reajustes correspondem a aproximadamente 12,9% no diesel S-10, 17,3% no diesel S-500 e 4% na gasolina.

Acelen explica reajuste

A Acelen afirma que sua política de preços considera critérios econômicos e técnicos, incluindo o custo internacional do petróleo, a cotação do dólar e despesas com frete.

Segundo a companhia, essas variáveis estão sujeitas às oscilações do mercado internacional. A empresa sustenta que sua política comercial segue práticas internacionais de mercado. 

O reajuste realizado na refinaria, porém, não significa necessariamente que o mesmo valor será acrescentado de forma integral e imediata ao preço exibido nas bombas. Até chegar ao consumidor, o combustível passa por diferentes etapas da cadeia, envolvendo distribuidoras, mistura de biocombustíveis, logística, tributação, estoques e margens comerciais.

Sindicato alerta para impacto

O Sindicombustíveis Bahia manifestou preocupação com o novo cenário e defendeu que eventuais aumentos encontrados nos postos sejam analisados considerando toda a cadeia de formação dos preços.

A entidade ressalta que os postos estão na etapa final do processo e compram os produtos das distribuidoras, além de arcarem com custos como estoques, capital de giro, impostos e despesas operacionais.

Por isso, o sindicato argumenta que aumentos realizados anteriormente na cadeia não podem ser atribuídos automaticamente aos postos.

“O momento exige acompanhamento técnico e transparente de todos os elos: refinaria, distribuidoras e revenda, além do poder público”, afirmou a entidade em nota.

Subsídio ao diesel entra no debate

Outro ponto levantado pelo sindicato é que o reajuste acontece justamente no momento em que o governo federal regulamentou uma nova subvenção de R$ 1 por litro para o diesel A, dentro das medidas adotadas para reduzir os efeitos das altas internacionais do combustível.

A Petrobras confirmou adesão ao mecanismo. Segundo informações divulgadas pelo próprio Sindicombustíveis, a estatal ajustaria nominalmente seu preço na mesma proporção da subvenção, mas, enquanto o benefício estiver em vigor, o desconto correspondente faria com que o preço líquido para as distribuidoras permanecesse inalterado nesse componente. 

Em relação à Acelen, o Sindicombustíveis informou inicialmente que não havia confirmação de adesão. A companhia declarou posteriormente que avalia continuamente a operacionalização do programa, levando em consideração o ambiente regulatório, aspectos operacionais e as condições de mercado. 

Bahia pode enfrentar diferença de custos

A situação também levanta uma discussão sobre a competitividade do mercado baiano.

O Sindicombustíveis chama atenção para a possibilidade de a Bahia enfrentar condições diferentes das encontradas em estados vizinhos abastecidos por refinarias da Petrobras, especialmente diante das diferentes políticas comerciais e da aplicação dos mecanismos federais de subvenção.

Na avaliação da entidade, uma eventual diferença nos custos de aquisição pode afetar a concorrência regional, os revendedores e, consequentemente, os consumidores. Trata-se, contudo, de uma avaliação do sindicato; o impacto efetivo dependerá da política comercial dos fornecedores e dos repasses realizados nas diferentes etapas da cadeia. 

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