Servidores da UFBA aprovam retomada de greve a partir de março

Decisão foi tomada em assembleia e paralisação deve começar no dia 5; categoria cobra cumprimento de acordo firmado com o governo federal
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) aprovaram a retomada da greve da categoria a partir do próximo dia 5 de março de 2026. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na última quinta-feira (26), com maioria favorável à paralisação.
O movimento é organizado pelo Assufba (Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA), que representa os servidores da instituição. De acordo com a entidade, a greve integra uma mobilização nacional coordenada pela Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).
Reivindicações da categoria
Entre os principais pontos reivindicados estão o cumprimento integral de cláusulas previstas no Termo de Acordo de Greve nº 11/2024, especialmente no que diz respeito à reestruturação da carreira, recomposição salarial e melhoria das condições de trabalho. A categoria argumenta que parte dos compromissos firmados com o governo federal ainda não foi efetivamente implementada.
Os servidores também defendem avanços na valorização profissional e na garantia de orçamento adequado para as universidades federais, ressaltando que a qualidade dos serviços prestados à comunidade acadêmica depende diretamente de investimentos estruturais e de pessoal.
Resultado da votação
Durante a assembleia, a proposta de retomada da greve foi aprovada por ampla maioria dos presentes, com registro de apenas um voto contrário e duas abstenções. Além da definição da data de início da paralisação, também foi aprovado um calendário de mobilização com reuniões setoriais e atividades preparatórias nos campi da universidade ao longo da primeira semana de março.
Impactos esperados
Com a deflagração do movimento, as atividades administrativas da UFBA podem sofrer impactos, especialmente em setores estratégicos como matrícula, emissão de documentos, protocolos e atendimento interno. A extensão dos efeitos dependerá do nível de adesão dos servidores.
Até o momento, a paralisação anunciada envolve os técnico-administrativos. Não há confirmação de adesão por parte de docentes ou outras categorias da universidade.
A expectativa agora gira em torno da abertura de novas rodadas de negociação com o governo federal, na tentativa de evitar o prolongamento da greve e minimizar prejuízos à comunidade acadêmica.
A situação segue em acompanhamento e novos desdobramentos devem ser divulgados nos próximos dias.
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