Senado aprova prioridade para futebol feminino na política esportiva nacional

Proposta estabelece medidas para ampliar a profissionalização das atletas, combater desigualdades e aproveitar a Copa do Mundo Feminina de 2027 para fortalecer a modalidade no Brasil
O Senado Federal aprovou um projeto que estabelece novas diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino e coloca a modalidade entre as prioridades das políticas públicas voltadas ao esporte no Brasil. Após a aprovação pelos senadores, a proposta segue para sanção presidencial.
O texto busca criar condições para ampliar a participação de meninas e mulheres no futebol e fortalecer toda a estrutura da modalidade, desde as categorias de formação até o esporte profissional.
Entre as medidas previstas estão o incentivo à profissionalização das atletas, a ampliação das categorias de base, a promoção da igualdade de oportunidades e remuneração e o estímulo à presença de mulheres em funções como arbitragem, gestão e outras áreas relacionadas ao futebol.
Proteção e combate à discriminação
A proposta também prevê iniciativas destinadas à proteção da saúde e da integridade física e psicológica das atletas, além de atenção às questões relacionadas à maternidade durante a carreira esportiva.
Outro eixo é o enfrentamento à discriminação, à intolerância e às diferentes formas de violência contra mulheres dentro do ambiente esportivo.
A intenção é estabelecer uma política permanente de desenvolvimento do futebol feminino, reduzindo desigualdades históricas enfrentadas pelas mulheres na modalidade.
Copa do Mundo Feminina de 2027
A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil também aparece como elemento estratégico da proposta.
O texto prevê a elaboração de um plano voltado ao legado social, esportivo e financeiro da competição, buscando fazer com que os investimentos e a visibilidade proporcionados pelo Mundial deixem resultados permanentes para o futebol feminino brasileiro.
A expectativa é que o torneio contribua para ampliar a infraestrutura, estimular a formação de novas atletas, aumentar a presença do público nos estádios e fortalecer comercialmente as competições femininas.
Durante a análise no Senado, a relatora da matéria, senadora Teresa Leitão (PT-PE), destacou as dificuldades historicamente enfrentadas pelas mulheres no futebol brasileiro, incluindo falta de investimentos, estruturas inadequadas e barreiras institucionais.
Com a aprovação, o Congresso avança na tentativa de transformar o crescimento do futebol feminino em uma política esportiva estruturada e de longo prazo.
A medida ganha ainda mais relevância diante da proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, quando o Brasil estará no centro das atenções do futebol mundial.
Fonte: Agência Senado
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